E no meio de tantas palavras, água, café, histórias, confissões, lágrimas, um olhar. Um olhar que durou apenas um segundo, e ela viu. Não que ela seja boa em ver olhares, ela não é boa em ver muitas coisas, nem olhares, mesmo quando basta ver. Ela não via.
Na mesa ao lado amigos brindavam com vinho tinto. Parecia uma boa ideia. Pena ela não ter ser lembrado, vinho não tem sido uma boa ideia. Pediu vinho, uma taça. Vinho diluído,
diluindo...palavras diluídas...
Ele dizia coisas sem sentidos, coisas sem sentido, mas que fazem sentido no jeito de dizer, só que não. E no meio de coisas sem sentido. Ela disse uma única frase. E foi apenas nesse exato momento, entre a frase ser dita e o olhar ser percebido, que as coisas fizeram sentido.

Um comentário:
Agora fiquei curioso: qual foi o sentido?!
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