quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

DESLEMBREI

Acho que não é pedir muito, eu só queria "deslembrar" do que eu sei.
Acordar um dia menos sabida, menos desconfiada ... menos.
Porque eu já sei, menos, na maior parte das vezes, é mais.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A raridade de todo dia.

Hoje é um dia especial, ela pensou. Mas sabia que esse conceito estava errado, todo dia deveria ser especial, pelo simples fato de ser único. E a raridade de acontecer apenas uma vez em cada existência já faz de um simples dia, um acontecimento. Pena não termos a consciência disso o tempo todo. Mas hoje ela queria celebrar, celebrar um momento de um certo dia, tão raro quanto o de hoje, um dia que ela ouviu seu coração e por ouvir ela soube, ela fez, ela foi, ela viu a chuva da janela e, olhos, lindos olhos, a viram pela primeira vez. E ela voltou a se ver, por ser vista, em um dia como hoje, tão raro, que também chovia.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Dentro da gente ...

Meu Deus, o que será que me dá?
É como a música do Chico, sempre me lembro dela quando me pergunto o que será que dá dentro da gente que não devia. Mas discordo, Chico, devia dar sim, todo dia. Sei que falamos de coisas diferentes, mas isso que dá dentro da gente que é feito um aguardante que não sacia, que é feito estar doente de uma folia, devia dar sim, sempre. Acho que o mundo seria melhor se todos já soubessem o que é isso que dá dentro da gente. É isso que dá dentro da gente, e atordoa, despenteia, faz suar, atiça, pertuba o sono, uma aflição medonha me faz suplicar ... E isso que dá e não passa e fica aqui dentro bagunçando tudo, mudando a ordem, revendo prioridades, faz o coração disparar, as pernas tremerem, o mundo parar ... dentro da gente...

sábado, 1 de janeiro de 2011

Um Pedido Público de Desculpas

O ano que passou foi difícil, corrido, frenético, com muitas coisas boas e outras nem tanto. Infelizmente não consegui dar conta de tudo e esse espaço acabou sendo negligenciado. Queria pedir desculpas aos amigos e blogs que deixei de visitar, palavras que gosto tanto que não consegui percorrer. É muito bom saber que minhas palavras são lidas, mas nem sempre consigo retribuir a visita, peço desculpas por isso também.

Hoje é o dia das promessas de ano novo, adoraria prometer que esse ano vai ser diferente, mas não sei se conseguirei cumprir, o que posso garantir é que vou tentar de verdade, de coração estar mais presente nesse espaço que é tão importante para mim.

Aproveito para desejar um super Ano Novo, assim do jeitinho que cada um quiser, com o cheiro, gosto, cor, tamanho, tudo sob medida que assim é melhor.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Existe um tipo de amor que faz com que a gente volte a acreditar que amor existe, que é de verdade, que

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Sim, eu tenho ainda o que escrever. Sim, me dói não escrever, me dói passear por essas palavras e não me ver. Sinto a ausência de mim em mim mesma. Nem sei bem por onde estive, ou estou. Passeio por essas páginas procurando alguma resposta, procurando pistas, como quem procura um mapa do tesouro, procuro pistas entre as palavras. Algo que possa me dar a resposta que preciso. Me lembro quando um amigo me disse: para saber o caminho, a resposta, procure o que é genuinamente seu. E não há nada mais genuino do que as palavras que estão aqui e mesmo assim, eu acabei ficando longe delas...

domingo, 7 de novembro de 2010

"Foi bom ter descoberto esse amor, estava faltando em mim, meio ao mundo louco."


um dia, a gente finalmente entende ...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Palavras que NÃO escrevo.

Não, não me venha falar em silêncios. E, por favor, não me venha falar em escolhas. Mais do que palavras que eu não digo, existem as palavras que não escrevo. Porque escrever é. Não, não é verdade que escolhi um número, não, não é verdade que eu concordo com desatinos. Mas é verdade que o que está feito, está. E isso, por enquanto, está. Não acho que isso nos servirá, muito ao contrário, nos (des)servirá, porque, sim, muda aqui dentro. Sim, muda o que sinto. Não, não consigo achar que isso é bom. Me desculpe, eu sei que eu disse, mas eu disse tantas coisas que você não concordou, porque concordou logo com o que eu não queria dizer?

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Palavras que escrevo.

Temos nossos segredos, códigos, entrelinhas. Mensagens subliminares. Eu digo, você ouve. Você diz, eu sinto. Sinto porque é isso que as palavras fazem comigo. Por isso sou das palavras. Entende? Eu sinto o que é dito. Sinto dentro de mim. Esse é o poder que as palavras têm. Sou essencialmente sensorial quando se trata do que é dito. O maracuja do bosque, a cereja da rua, a pera do estacionamento, muito mais do que cores, cheiros, gostos, são palavras para mim. Palavras que contam uma história, que contam a nossa história. Talvez seja isso, só agora percebo, só agora entendo. Naquele dia, aquele do vestido branco, sabe? Não vou dizer onde, não vou dizer o que, mas você sabe. Aquele dia que você me pediu: escreva sobre isso. Eu escrevi, e continuo escrevendo...Acho que é isso que me salva, nos salva. Amém.