terça-feira, 28 de dezembro de 2010

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Existe um tipo de amor que faz com que a gente volte a acreditar que amor existe, que é de verdade, que

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Sim, eu tenho ainda o que escrever. Sim, me dói não escrever, me dói passear por essas palavras e não me ver. Sinto a ausência de mim em mim mesma. Nem sei bem por onde estive, ou estou. Passeio por essas páginas procurando alguma resposta, procurando pistas, como quem procura um mapa do tesouro, procuro pistas entre as palavras. Algo que possa me dar a resposta que preciso. Me lembro quando um amigo me disse: para saber o caminho, a resposta, procure o que é genuinamente seu. E não há nada mais genuino do que as palavras que estão aqui e mesmo assim, eu acabei ficando longe delas...

domingo, 7 de novembro de 2010

"Foi bom ter descoberto esse amor, estava faltando em mim, meio ao mundo louco."


um dia, a gente finalmente entende ...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Palavras que NÃO escrevo.

Não, não me venha falar em silêncios. E, por favor, não me venha falar em escolhas. Mais do que palavras que eu não digo, existem as palavras que não escrevo. Porque escrever é. Não, não é verdade que escolhi um número, não, não é verdade que eu concordo com desatinos. Mas é verdade que o que está feito, está. E isso, por enquanto, está. Não acho que isso nos servirá, muito ao contrário, nos (des)servirá, porque, sim, muda aqui dentro. Sim, muda o que sinto. Não, não consigo achar que isso é bom. Me desculpe, eu sei que eu disse, mas eu disse tantas coisas que você não concordou, porque concordou logo com o que eu não queria dizer?

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Palavras que escrevo.

Temos nossos segredos, códigos, entrelinhas. Mensagens subliminares. Eu digo, você ouve. Você diz, eu sinto. Sinto porque é isso que as palavras fazem comigo. Por isso sou das palavras. Entende? Eu sinto o que é dito. Sinto dentro de mim. Esse é o poder que as palavras têm. Sou essencialmente sensorial quando se trata do que é dito. O maracuja do bosque, a cereja da rua, a pera do estacionamento, muito mais do que cores, cheiros, gostos, são palavras para mim. Palavras que contam uma história, que contam a nossa história. Talvez seja isso, só agora percebo, só agora entendo. Naquele dia, aquele do vestido branco, sabe? Não vou dizer onde, não vou dizer o que, mas você sabe. Aquele dia que você me pediu: escreva sobre isso. Eu escrevi, e continuo escrevendo...Acho que é isso que me salva, nos salva. Amém.

domingo, 17 de outubro de 2010

Vingança

A semana foi dificil, o mês e quase o ano. Ela estava cheia de pensamentos desafiadores, pareciam ter vida própria, não dependiam dela para assombra-la, mas nela habitavam. Pensamentos são como parasitas. Nunca ninguém viu um pensamento flutuando por ai, ou viu? Eles dependem de alguém para pensa-los. E esse simples pensamento deu a ela a força necessária para parar de pensar. Essa seria sua vingança. Fez silêncio. Os pensamentos estavam alarmados. Foram aniquilados sem dó.

sábado, 16 de outubro de 2010

E quem me resgatará?

Gosto de ficar sozinha. Gosto de fazer coisas sozinha. Não sinto solidão, há muito tempo conquistei minha solitude e com ela me dou muito bem.
Sentei para almoçar depois de assistir Comer, Rezar e Amar. Na minha bolsa um lápis, na minha frente um papel e dentro de mim muitas palavras querendo sair.
Percebi que não é o que se faz, mas como se faz. Eu estava fazendo do jeito certo.
Eu entendi, naquela fração de segundo, eu entendi.
E entender dá conforto, além de fé.

Vi os mineiros do Chile sendo resgatados com olhos marejados e pensei: Quem me resgatará?
Agora sei a resposta.
Eu mesma!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Carta para bem perto, mesmo que não.

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Faz frio, choveu. E a chuva, apesar de boa, dói. Provando que nem sempre o que dói é ruim, mas é também. Sim, estou confusa. Confusa como os pensamentos que insistem em povoar meu ser. Penso em fragmentos, e alguns pensamentos mais ousados me tiram o fôlego e me fazem perder o foco. Mas ai eu sinto os pingos. Não sei ainda se essa viagem foi uma boa ideia, você partiu, eu parti, o que ficou? Eu sei que tínhamos um acordo, mas não posso cumpri-lo, simplesmente, não posso. Porque viola o que há de mais verdadeiro no que sou. E da verdade eu não posso abir mão. Não em você. Queria só que você soubesse, não vou me ater a fatos, mas queria que você soubesse que aqui, onde bate, ainda dói. Mas não é uma dor ruim, não é, porque chove. Eu sei, não faz sentido, mas mesmo assim eu queria dizer, sem fazer mesmo. Porque é. Não faz. Queria ficar perto, mesmo partindo, mas sei que estou, porque vivo ai. Sente? Sente que só respiro quando seu ar chega até nós. Sente? Sente o ritmo que bate meu coração? Sente quando bate descompassado, sente? Não, acho que não pode a distância, porque não há. Eu sei, talvez não possa me ler, porque são as palavras que dizem, não eu. É, eu não sei também, mas pode.
Fique bem, eu sei que ficaremos.
sua
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domingo, 3 de outubro de 2010

A vida continua e o amor também...

Dizem que a vida sempre dá um jeito de continuar. Acho que com o amor é assim também, ele sempre dá um jeito. Escolhe outro caminho. Dribla a marcação. Debocha dos que (insanos) resolvem que há outra coisa a fazer antes do amor. O amor ri, e dá um jeitinho de prevalecer. Gestos, palavras, num dia de cada vez, e mesmo assim, ou por isso, o amor ainda está lá. Como a única lucidez possível em meio a vida, que sempre dá um jeito de continuar...