quarta-feira, 18 de maio de 2011

O sorriso diz, o que não se pode dizer de outra forma.

O sorriso da menina que insiste que é grande, mesmo que pequena, aos seus olhos, de mar. O encontro, nos lençois, da mulher/menina/sua, que insiste, que sabe, que você entende, que pode, que não há tempo, espaço, convenções, pontuações, que expliquem, o que não há explicação, porque é, e por ser, basta. O sorriso, diz tudo, sabe?

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Tão simples ...

crédito imagem: web.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Há Palavras Ruins?

Há palavras ruins? No meu amor pelas palavras acabo sendo tendenciosa, e, afirmando, como uma guardião super protetora, que não, todas as palavras são boas. Acho que o pior do que o significado da palavra, é a forma como ela é dita. Mesma a boca mais linda do mundo é capaz de dizer de forma ruim palavras boas. Mesmo o amor mais lindo, é capaz de ser feio, quando se apropria de sentimentos ruins. Contrariando isso, aprendi que não há sentimentos ruins, mesmo a raiva, o ódio, a tristeza podem ensinar, são mestres também. O que não pode é se abandonar nisso tudo sem aprender algo. Desde ontem, estou aprendendo sem parar.

sábado, 9 de abril de 2011

Não era só, mas era muito ... e por ser ...

Sentia em todo o seu corpo, toda ela, nele. E ela sentia. E por sentir, sabia, que era ele. Seu corpo todo, nela. Ele sabia. Sorriam, cumplices, profanos, sagrados, corpos. Não era só, mas era muito. E por ser muito, era. Ela era dele, inteira. E para ele sorria, de olhos fechados. Só ele sabia, só ele conhecia, seus caminhos, desvios, atalhos. Sabia onde acha-la, sabia como despertar no seu corpo, alma ... o ser que ali dormia. Não era só, mas era muito, e por ser muito, foi. E sempre será.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

As explicações que não foram pedidas e que não serão dadas.

Além do que digo em meio às águas, existem as palavras que respiro, que engulo, que sussuro. Nem sempre falo o que sinto, nem sinto o que falo. Sou incoerente quando estou triste e quando sinto dor perco a lucidez. Aliás, a lucidez é um conceito que sempre me escapa. Acho que só estou lúcida quando imersa em águas que desaguam rumo ao (a) mar. Pingo a pingo, desagua ...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Ou.

Ela queria achar um sentido nisso tudo, um fiapo de sentido já servia. Por mais que procurasse, não adiantava, nada fazia sentido nessa vida de coisas sem sentido, num mundo sem sentido. Mas, o que fazer, se no mundo sem sentido, na vida sem sentido, ela só fazia sentir??? Sentir de forma intensa, dolorida, visceral, como se ela fosse só um coração, sem corpo, ou um corpo só com coração. Não havia espaços vazios, ou, era feita de vazios. Extremos. Água ou fogo, vida ou morte, amor ou amor. Ela leu esses dias, tão bonito, lembra que sorriu ao ler .. que mesmo o amor que parece ódio, ainda é amor, mas que adoeceu gravemente. Ela adoecia gravemente, se sentia doente, sentia a vida deixa-la, ou era a morte? Extremos, lembrou. Ela queria ser, mas só fazia sentir e sentir não é ser, é só uma parte. E há tanto mais. Não, não há nada mais que amor. Isso ela sabia e sentia e doía. Como se respira mesmo? Não sabia mais, não queria mais...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Coisas que deixam feliz!

Não é preciso muito para ser feliz, bastam alguns lápis divertidos, um torpedo sacana, um beijo roubado no meio das árvores, um elogio falso ao novo corte de cabelo, um comentário preocupado com a saúde, um bilhete no carro, um coração desenhado a caneta, uma resposta direta a um e-mail sinuoso e mais do que tudo isso, um amor como esse.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Pergunta

Nesses dias de chuva me pergunto: Por quem a chuva chora?

Queria chorar com ela, mas ai penso que já há água demais, não choro, fico olhando a chuva, que chora lá fora. Enquanto aqui dentro ...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Perdão.

"Preciso ficar quieta um pouco, cansei de falar demais, explicar demais, justificar demais, contextualizar, verbalizar, exemplificar, cansei de teorias que invento para mim mesma. Cansei das palavras..."

Foi um impulso, exaustão, cansaço de palavras em excesso. Mas ao reler suas próprias palavras, mal podia acreditar que tivesse escrito aquilo ... Cansei de palavras? Era uma blasfemia. Não se pode cansar de si mesma. Ela era as palavras. Mas o excesso estava lhe causando mal. Entendia agora o que desejava. Desejava ser simples, não burra, simples.
Sentimentos simples, teorias simples. Queria olhar e ver com simplicidade. Estava cansada de justificar seus atos, explicar seus desejos, traduzir em palavras para os outros o que nem ela mesma entendia. Queria a simplicidade pura - quero, não quero, sim, não, talvez - sem ter que explicar, justificar, verbalizar ... a vida, o dia a dia, e até, ousava dizer, os desejos, são simples.
Ela com suas palavras em excesso é que estava complicando. Não era necessário entender tudo, colocar legendas, traduzir para o idioma dos outros o que nem ela mesma entendia. Ela só precisava viver - sim, lógico, com as palavras - mais tudo na medida certa. Viver, caminhar, tomar decisões, fazer mudanças, sem legendar cada passo. E assim, por entender, em meio as palavras exatas, é que ela pedia perdão por dizer que estava cansada das palavras.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

DESLEMBREI

Acho que não é pedir muito, eu só queria "deslembrar" do que eu sei.
Acordar um dia menos sabida, menos desconfiada ... menos.
Porque eu já sei, menos, na maior parte das vezes, é mais.