terça-feira, 11 de março de 2014

segunda-feira, 10 de março de 2014

domingo, 9 de março de 2014

Múltiplas mulheres


Eu não escolho, quando sento para escrever, nunca sei quem vai aparecer. São tantas aqui dentro, algumas nem conheço ainda. Outras, nem quero. Respeito todas, mesmo as que não aceito. São essas que mais me ensinam.
Algumas tomam o meu lugar, vivem em mim por um tempo. Usam meu corpo, embotam meus sentidos, e elas, não eu, gozam sem pudor algum. Gosto mais dessas mulheres que usam meu corpo do que gosto dos homens que por elas são usados.
Tive medo dessa frase, medo da censura. De novo, não minha, delas. Não sou eu, entende? São elas. Não, ninguém entende, e às vezes me canso de explicar. Elas não, elas são incansáveis e, belas. Meus Deus, como são belas essas mulheres.
Algumas não escrevem, só narram, nesse caso, sou eu a registrar o que elas têm a dizer. Outras não me deixam escrever. Essas são tristes.
Engraçado dizer assim ... essas mulheres, sempre no plural. Sempre coletivo, talvez por isso nenhuma tenha medo da solidão. Nunca estamos sozinhas. Ou sempre estamos, por ser assim, o nosso estado natural de ser e estar.
Ah, deixa para lá ... Não há muito a explicar, porque já aprendi, depois de muito pelejar, que palavras, muitas vezes, enganam a gente. Aprendi que nem toda poesia vem do poeta, que há trapaça, também do lado de lá. Nem toda palavra escrita é de verdade, nem há verdade em tudo que se diz. Aqui por exemplo, não há;


quinta-feira, 6 de março de 2014

Você não deve e pronto.

- Me deu até um arrepio, olha só - disse a cartomante me mostrando o braço - não vi o tal do arrepio, mas senti... um arrepio no meu corpo. Arregalei os olhos.
Ela sorriu ao me olhar, acho que percebeu meu desconforto, me remexi na cadeira.
- Viu, minha filha, foi a cigana que acabou de vir aqui me falar.
- Falar o quê?
- Falar que você não deve fazer o que você está querendo fazer.
- Não? Mas você tem certeza? A cigana pode ter se enganado.
- A cigana nunca se engana.
- Como ela sabe o que eu estou querendo fazer se eu nem falei ainda?
- A cigana sempre sabe.
- Sempre?
A cartomante fez que sim com a cabeça, parecia sem muita paciência.
- E o que eu não devo fazer?
- Isso ela não disse. Mas você deve saber, já que está querendo fazer o que não deve.
- Então, pergunta ai para ela.
- Não posso, ela já foi.
- Como já foi?
- Ela já disse o que precisava dizer.
- Ela pode ter errado.
- Ela nunca erra.
- Nunca?
Fez que não com a cabeça e emendou com voz firme, enquanto recolhia o baralho da mesa
- Não, minha filha. Você não deve  e pronto. E depois, não adianta vir aqui me dizer que não devia.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Palavras sem sentido, só porque é necessário dizer.

Não sei se entender é fundamental. Porque tem um monte de coisas que não entendo. As vezes, sou lenta, lenta demais. E no mundo frenético e instantâneo, ser lenta é mais do que um defeito, é um pecado. Perdão, senhor, acabei de pecar de novo. Com quantos pecados se pode viver (ou morrer) hoje em dia?
Entendi que isso cura. Não sei exatamente cura do quê, só sei, e isso por lentidão de entendimento, que preciso me curar. Tem dia que acho que preciso me curar da vida. Mas, tenho cá para mim, que não é a cura pela morte, que esse tipo de cura não faz sentido. Não se corta o órgão doente, se trata. Não se mata a vida, cura. Mesmo se não fizer sentido algum, é um recomeço. Preciso me lembrar como é. Preciso de novo dessa liberdade de escrever sem ser. Escrever pelo prazer de escrever, escrever sobre escrever, porque hoje escrever é algo maior. Demorei tanto para entender ... sou lenta até para morrer, e ainda mais, para viver.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Só pra saber....

E quando a vida fica tão surreal, que nem parece mais vida?

sábado, 30 de novembro de 2013

Estamos de mudança.


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Que tipo de pessoa?

Sempre achei estranho aquele lance de devolver presente quando o relacionamento acaba.
Presente nunca deve ser devolvido.
Nenhum tipo de presente que foi dado durante a relação.
Nao se devolve o jeito de beijar, não se devolve o abraço no bosque,  não se devolve a sensação de lar. Apelidos? Nunca, jamais são devolvidos. E palavras? Palavras de amor? Impensável!
Que tipo de pessoa faria isso?
Agora o dito, está, pra sempre, desdito.
E a palavra usada e dedicada, pra sempre, perdida.