domingo, 17 de janeiro de 2010

Dúvida

Palavras divididas, não são palavras inteiras, ou são??

sábado, 16 de janeiro de 2010

OquequeéISSO, meu Deus?

"Tomas não sabia então que metáforas são uma coisa perigosa. Não se brinca com metáforas. O amor pode nascer de uma simples metáfora ...

Em trabalhos práticos de física, qualquer aluno pode fazer experimentos para verificar a exatidão de uma hipótese científica. Mas o homem, por ter apenas uma vida, não tem nenhuma possibilidade de verificar hipótese por meio de experimentos, por isso não saberá nunca se errou ou acertou ao obedecer a seu sentimento ..

Todos acreditamos que é impensável que o amor de nossa vida possa ser uma coisa leve, uma coisa que não pese nada; achamos que nosso amor é o que devia ser; que sem ele nossa vida não seria nossa vida...

Tereza sentiu a tripulação da alma se lançar sobre o convés de seu corpo"...

de a Insustentável Leveza do Ser

E ai o Chico canta .."E me beija com calma e fundo até minha alma se sentir beijada"
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Eu tenho que ir ali fora tomar um ar (ou uma chuva!)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Um pouco de Bandeira.

ARTE DE AMAR
Se queres sentir a felicidade de amar,
esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.
(Manuel Bandeira)
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Eu já conhecia essa poesia no dia que vi Edson Nery da Fonseca declamando-a (apesar de não concordar totalmente com o Bandeira gosto da possibilidade dela). Foi em uma das mesas literárias mais lindas da Flip. O Edson é um senhor fofíssimo que com 87 anos sabia esse poema (e vários outros) de cor. E ao ser indagado pelo mediador se ele já havia "usado" o poema com alguma mulher, ele riu e disse: - Claro, com muitas!
Foi nesse dia que entendi que poesia também embriaga.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Um Alento!

Têm dias nublados
que só nublados são.
Mas têm DIAS nublados
que a gente consegue perceber

o SOL

fazendo força para aparecer.


É tão bonito de ver!

Aos bons amigos.

Ontem fui almoçar com um grande amigo, é o mesmo amigo no mesmo restaurante indiano que almoçamos há 2 anos, foi um dos primeiros posts que eu fiz aqui. [Na busca pelo post antigo, acabei lendo outros ainda mais antigos, o que me levou em uma viagem para dentro de mim ... e foi muito bom perceber o tanto que eu caminhei, o tanto que eu conquistei de mim mesma escrevendo aqui. Redenção foi o que senti.]

Mas, voltando ao almoço com o amigo, foi muito divertido, é bom demais ter amigos que podemos falar, falar, falar, ouvir, ouvir, ouvir, e rir, sobretudo, rir de nós mesmos. É bom falar coisas sem pensar ... defender meus pontos de vista fazendo com que ele reveja as suas decisões. O melhor de tudo é falar sem medo de ser julgada sabendo que o amigo me conhece tão bem que sabe as razões que não são ditas, e mesmo assim, ou por isso, é meu amigo.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Assunto recorrente, esse, da chuva.


"Sempre que me acontece alguma coisa importante, está ventando" Ana Terra - O Tempo e o Vento




A chuva caia lá fora e eu pensando aqui dentro, pensando nas coisas importantes que aconteceram na minha vida quando chovia, minha memória está repleta de chuvas. Algumas boas, outras nem tanto. Algumas vezes choveu só nos meus olhos, em outras, todo o meu corpo choveu, como a chuva que agora cai lá fora ... Paixões antigas que começaram na chuva, tantas chegadas, tantas partidas, tanta vida acontecendo e, sempre, a chuva, lá fora ou aqui dentro.

De tanto te esperar/Eu quero te contar/Das chuvas que apanhei/Das noites que varei/No escuro a te buscar/Eu quero te mostrar/As marcas que ganhei/Nas lutas contra o rei/Nas discussões com Deus/E agora que cheguei ...

Não quero falar sobre ISSO.


(escrevendo em caderninho)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O Amor é Importante ...

Sou diferente, tenho por essência licença poética, e não tenho receio de fazer uso da poesia em meio ao caos urbano. Poderia ser eu a que enfeita seus viadutos, poderia escrever neles minhas palavras. Escreveria embaixo IMPORTANTE PRA CARALHO! Sobre o amor, sabe? Ficaria bonito de ver o amor assim: O Amor é Importante, porra. IMPORTANTE PRA CARALHO! E com isso selaria a sentença de forma absoluta. E, ficaria imaginando você passar por ali, enquanto corre em direção às suas escolhas. Por um segundo, você me leria e, ao me ler estaria me vendo, porque sou eu ali estampada e não minhas palavras. Possui-las é como me possuir e ler-me é uma forma de me ter. Mas isso, meu amigo, é segredo que conto apenas para você. Não, não conte a ela que eu lhe disse. Ela não é o tipo que cora, mas também não é o tipo que se expõe. Tenho lido suas palavras, aquelas que não são direcionadas a mim, mas devo confessar que leio como se fossem,

Meu corpo, seu violão.

Ela adorava ficar olhando, pena ele ter feito isso tão poucas vezes, tocar para ela. Era tão bonito de ver a gentileza dos dedos tocando as cordas, cada nota, única. A dança das mãos, o olhar compenetrado, ele e seu violão. Quer tocar outro violão? ela perguntou. Queria saber como seria ser tocada na mesma forma. Cada toque, uma nota, ela prometeu. Ele sorriu encabulado. Ela garante que foi música de maior qualidade a que se ouviu naquela noite.

(post antigo, mas agora com um singelo objetivo - incentivo!!!)
De tanto te esperar

Eu quero te contar

Das chuvas que apanhei

Das noites que varei

No escuro a te buscar

Eu quero te mostrar

As marcas que ganhei

Nas lutas contra o rei

Nas discussões com Deus